As intoxicações hoje ( II): Balzac e a Islândia
- Get link
- X
- Other Apps
Balzac tem um pequena incursão neste mundo: Traité des excitants modernes, publicado em 1839. Existe uma edição portuguesa sob o título Dos Estimulantes modernos, pela editora Usus, 1993. Avisava ele: quanto mais civilizadas e tranquilas forem as sociedades, mais facilmente se conduzirão pela via do excesso.
A Islândia tinha um problema de álcool na adolescência. O programa Youth Iceland garantiu milhões de dólares para actividades pós-escolares dos miúdos: podiam escolher ballet, boxe ou que quisessem, facilidades para os pais estarem mais tempo com eles, recolher obrigatório até às dez da noite ( meia-noite no Verão) para jovens entre os 13 e os 16 anos. O resultado:
Estas coisas devem ser sempre vistas com um grão de sal, mas pelo menos este programa tem cabeça tronco e membros. Não é fanático nem proibicionista ( salvo o tal de grão de sal do curfew...) e centra-se nos miúdos. Em Vermont, USA, estao a pensar em copiar o modelo ( já em curso em muitos países) mas anotam as dificuldades que a legalização da canabis pode causar. É curioso, porque o álcool ( já) não é ilegal na Islandia e o programa islandês começou por se focar no abuso na adolescência. Aliás, convém recordar que a Islândia teve uma Lei Seca longuíssima. Começou em 1915 e, btw, provocou os divertidos efeitos habituais:
A cerveja só foi legalizada em 1993. Seja como for, o ponto é que é estranho que a canabis legalizada e com regras seja um obstáculo à implementação do programa no Vermont. É precisamente porque as substâncias psicoactivas estão sempre disponíveis, de uma maneira ou de outra, que o programa é meritório.
- Get link
- X
- Other Apps
Comments
Post a Comment