Marrocos
( originalmente publicado a 19/02/20)
Marrocos é um caso à parte no mundo narco. Entre 2013 e 2017 produziu 25% da canabis mundial. O cultivo, comércio e consumo são ilegais , mas tolerados quando não incentivados ( os dois primeiros). Digamos que quase um quarto da economia marroquina assenta no haxixe. É a única região grande produtora de uma substância psicoactiva natural ( os sintéticos dos Balcãs são outro assunto) que está às portas do mercado europeu: 14.3 km. A evolução da produção marroquina terá estagnado nos últimos dois anos, mas também é verdade, como podem ver nas fontes citadas, que seria difícil crescer mais. Se isto está relacionado com variações de mercado - o ressurgimento de um novo tipo de crack a dar impulso à cocaína - isso só saberemos pelos próximos relatórios oficiais ( e através de outras fontes ...)
Existem outras particularidades:
A Beldya ( ou Bildia) , a variedade tradicional, está a perder espaço para os híbridos produzidos na Holanda: Pakistana, Amnesia e Gorilla. São mais resistentes, produzem mais e são mais fortes, ou seja, possuem maior teor de THC. Não se sabe exactamente qual a diferença, mas podemos calcular através da variação média, uma vez que só as flores femininas têm THC, cujo teor pode variar entre 10 e 60%. O rumor de que os híbridos podem ter cinco vezes o teor das variedades tradicionais parece disparatado, mas falta confirmação técnica segura.
A Beldya, fumada no sebsi, feito de madeira de oliveira ou até da mais tradicional, a de damasqueiro, vai-se tornando numa atracção gourmet-turista:Sacha wa’raha ( fica bem e permanece bem). Se volta a moda do shakshuk dal-ashu, um couscous ao qual era adicionado uns pozinhos alegretes, isso estamos para ver.
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