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Não há cartéis...agora ( I)

 

( publicado originalmente em 02.05.25)

Não há cartéis... agora (I)

Pois é:

However, the approach needs to be nuanced, respecting national sovereignty while fostering genuine partnerships. The ongoing challenge is to refine these tools to not only achieve immediate tactical victories but also to address the root causes of drug production and consumption, thereby reducing the geopolitical tensions and unintended consequences that often accompany such efforts.

Entre a versão oficial dos EUA e autores como o  Oswaldo Zavala, ou seja, entre a esquizofrenia de um enorme mercado de drogas ( como país é o maior) que depois lhes declara guerra  e a lengalenga do marxista anti-imperialista que afinal  reduz os mexicanos a meros porteiros, alguma coisa podemos aproveitar.

 

 

Começemos pelo período menos mau. Entre a moda da folha de coca e da cocaína e a consumação plena da ilegalização.

 Os EUA fizeram  exercícios curiosos na sua  pré-história  da coca  e na primeva da cocaína. Num shot:  aproveitaram os avanços alemães, enviaram o poder científico e político para os Andes, desenvolveram ( deslocando populações inteiras de camponeses) o cultivo; depois embalaram na vendetta proibicionista e no final dos anos 50 entregaram uma agro-indústria aos traficantes.

A partir de 1884, e sempre a abrir até ao início do século seguinte, os americanos estão enamorados por ambas. A farmacêutica Parke- Davis, em Detroit,  dá o impulso ao uso recreativo e terapêutico da cocaína. Durante a penúria de colheitas, entre 1884 e 1887, envia o seu botânico -chefe, Henry Rusby, para Lima. O Peru passa a ser o principal fornecedor americano.  Justo dizer que o interesse era sobretudo na folha de coca  ( a de Trujillo, da famosa Merchandise º5 na receita original da Coca Cola). Depois vem a Lei Seca  em 1920 ( o Vosltead Act) que culmina o início da cruzada de vinte anos do novo século contra todos os vícios.

No período entre guerras os EUA interferem directamente na política de controlo de coca dos países andinos. Aslinger, à frente do poderoso FBN, orienta nova cruzada, desta vez da ONU, contra os milhares de campos de cultivo de coca andinos.  Em 1961, após a Single Convention, a coca andina é posta fora da lei.

Estão mesmo a ver quem vai substituir os laborátórios da Merck em Darmstaadt ou da Maywood em Nova Iorque..

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